top of page

Em agosto: lançamento e apresentação dos livros de Michele Junana e Mariana Marino


Em agosto, na Biblioteca Pública do Paraná (24/08/23 - 17h) e na Feira do Poeta (27/08/23 - 10h), em Curitiba, as autoras Michele Junana e Mariana Marino participam de um bate-papo para apresentar seus livros.


Sobre os livros


Mulher na Terra sem mal é um livro de poesia inspirado nas mulheres, nos povos, movimentos e no bem viver. Michele Junana, comunicadora e mestra em Sociologia pela UFPR, escreve poemas há muitos anos e a obra foi inspirada nas suas viagens por povos e comunidades latino-americanas, abordando o bem viver a partir da perspectiva feminina, do ser mulher nesse mundo patriarcal. Reunindo política e espiritualidade, os poemas tratam da não separação entre humanidade e natureza, da descolonização, da necessidade de vínculos coletivos frente ao individualismo crescente, dos saberes de povos e de outros modos de vida mais justos e harmônicos. As ilustrações foram feitas por Xapi, designer do povo Puri que participou da I Bienal Indígena do Rio de Janeiro. O livro foi liberado na íntegra em formato digital [flipbook] pois, como diz a autora, “ao invés de todos os direitos reservados, aqui todos os direitos são compartilhados”. A aposta é que a democratização do conteúdo gera divulgação espontânea, o que favorece todas as partes. O termo “Terra sem mal” é inspirado no povo Guarani, com o qual a autora tem uma trajetória de aprendizado espiritual, amizade, vizinhança e parceria. A autora cohabita o Território Junana, coletividade guiada pelo bem viver em Maquiné, pequeno município do Rio Grande do Sul, onde se pratica agroecologia e espiritualidade. O Território fica ao lado de uma aldeia Mbya Guarani (Guyra Nhendu, Som dos Pássaros) e integra a Teia dos Povos em Luta no Rio Grande do Sul. A versão impressa está disponível para aquisição na editora, sendo que 10% do valor das vendas será destinado ao Território Junana e 10% à Teia dos Povos em Luta no RS, numa tentativa de financiamento das iniciativas coletivas autônomas.

 

[Re]visar as naturezas, [Re] organizar os mundos: quando os estudos ecocríticos encontram a poesia brasileira contemporânea escrita por mulheres é uma antologia organizada como anexo da tese de Doutorado de Mariana Marino, apresentado poemas de doze poetas contemporâneas, escolhidas para exemplificar o objetivo da pesquisa da autora. São elas Graça Graúna, Jussara Salazar, Andréia Carvalho Gavita, Tatiana Pequeno, Márcia Kambeba, Ana Martins Marques, Luiza Romão, Marília Floôr Kosby, Bruna Mitrano, Julia Raiz, Mila Teixeira e Ísis Odara.


A pesquisa, motivada por pressupostos que interessam aos estudos da crítica literária ecológica (ecocrítica), está pautada na investigação de como a matéria de poesia contribui para o vislumbramento de outros mundos não tomados pela violência colonizatória que assola corpos e naturezas.


A escolha por trabalhar somente com a produção poética contemporânea escrita por mulheres está ancorada no fato de que a questão de gênero define quem são as pessoas mais afetadas pelas mudanças climáticas.


A antologia, com ilustração de colagem feita pela autora, não terá comercialização, mas será distribuída gratuitamente nas Casas da Leitura de Curitiba/PR.


 

Sobre as autoras


Michele Junana é o codinome de Michele Torinelli, 37 anos, nascida e criada em Blumenau. Morou 12 anos em Curitiba onde estudou Jornalismo, se tornou mestra em Sociologia e atuou com comunicação popular, educomunicação e articulação de redes. Depois de muito viajar conhecendo e registrando iniciativas de vida boa (vidaboa.redelivre.org.br), atualmente cohabita o Território Junana, em Maquiné (RS), uma coletividade guiada pelo bem viver que pratica espiritualidade e agroecologia, e que compõe a Teia dos Povos em Luta no RS.

Mariana Marino pesquisa, escreve, revisa e traduz. Vive em Curitiba há 20 anos, mas nasceu no interior de São Paulo, numa cidade pra lá de quente. Já teve poemas publicados em meio eletrônico, como a Revista Zunái, Totem e Pagu, Literatura e Fechadura, Ruído Manifesto, Arvoressênciais e Jornal Cândido (edição online e impressa). Lançou o primeiro livro de poesia, Peito aberto até a garganta, em 2020, pela Editora Urutau. O segundo, não sei quem colocará as mãos em mim, pela Kotter Editorial, em 2022.


 

Sobre os encontros


Bate-papo na Biblioteca Pública do Paraná



Bate-papo na Feira do Poeta

91 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo
bottom of page