GÊNERO É ÁGUA - RESULTADO
- donizelaedicoes
- 27 de dez. de 2025
- 2 min de leitura

"Gênero é água" reúne uma vasta lista de autores de diversas identidades para explorar a liquidez das experiências humanas. A obra utiliza a metáfora da água para organizar as narrativas em três eixos temáticos — Nascentes, Fluxos e Travessias — que investigam o gênero como experiência líquida, encarnada e política, desde suas raízes ancestrais até as tensões da resistência contemporânea.
A antologia explora o gênero através daquilo que escorre, contorna, penetra brechas e cria relevos:
Nascentes traz narrativas arquetípicas do feminino, água como matriz e memória ancestral.
Fluxos apresenta o gênero como experiência em processo — corpos atravessados por trabalho, cuidado, afeto, exaustão e desejo.
Travessias tensiona o gênero como marcador de violência e resistência, onde o corpo se torna explicitamente político.
Por meio de poemas, contos, reflexões e ilustrações, o livro busca investigar como o gênero se manifesta no cotidiano, celebrando a vivência corporal como algo em constante movimento. A organização buscou respeitar a tessitura porosa da proposta, que ativa questões de gênero de forma explícita e amplia o campo sensível. O projeto destaca o compromisso com a diversidade ao incluir vozes cis e trans, promovendo diálogos essenciais sobre a pluralidade do ser.
Com lançamento previsto para o início de 2026, a coletânea pretende atuar como um canal para novas e necessárias conversas sobre identidade e sensibilidade.
Organização: Melissa Reinehr
Ilustrações de capa: Cecil e Laura Monte Serrat
Revisão: Maristela Reinehr
Introdução: Maristela Ono
Prefácio: Lindamir Salete Casagrande
Posfácio: Gisela Maria Bester
Projeto gráfico: Andréia Gavita
Edição: Editora Donizela e Editora Autoral
Participantes:
Adriana Alexandre, Adriana Tozzi, Amanda Metka, Ana Maria Alexandre, Ana Rita Prehs Molina, Andréia Gavita, Angela Ikeda, Angélica dos Santos Neris, Bárbara Murden, Bianca Stadinicki Pechiski, Bruna Rossato, Cecil, Cristian Abreu de Quevedo, Danielle Rech, Débora Bacchi, Fernanda Polati, Francine Cruz, Gisela Maria Bester, Glaciane Heil dos Santos, Ilda Natal, Jaqueline Balthazar, Jaqueline Prestes, Jéssica Iancoski, Ji Negrão, Jô Macario, Júlia Thomaz dos Santos, Jussara Nascimento, Laura Monte Serrat, Lindamir Salete Casagrande, Lucélia Kaminski, Luciana do Rocio Mallon, Mara Paes, Maria José dos Santos Vertuan, Maria Vitória Moura Rosa, Marília Diaz, Marina Xavier da Silva, Maristela Mitsuko Ono, Marli Voigt, María Eugenia H. Yépez, Mary Cristina Rosa, Melissa Reinehr, Ná Silva, Nádia Burda, Neysi Oliveira, Nola Amaro, Priscila Prado, Rita Delamari, Sandra Pinto, Shirley Pinheiro dos Santos, Stela Reinehr, Susan Blum, Valeria Borges da Silveira, Valéria Pinheiro, Vanda Viola, Verônica Souza.

A ideia para esta publicação nasceu durante o lançamento da antologia "Idade é fogo", obra que aborda o etarismo, no dia do aniversário de 11 anos do Coletivo Marianas, em 2025.
A transição da discussão sobre o etarismo em "Idade é fogo" para a antologia "Gênero é água" demonstra a continuidade do compromisso coletivo em explorar marcadores sociais e experiências vividas. Esta nova obra se propõe a reunir vozes diversas para investigar o gênero não como algo estático, mas como uma experiência líquida, encarnada e política.
A premiação do Coletivo Marianas (Prêmio Notório Saber Artístico para Pontos de Cultura) pela Fundação Cultural de Curitiba custeará a primeira impressão da publicação.



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