Reunindo textos produzidos ao longo de vinte anos, a obra de estreia solo de Ange Pugliesi articula lírica confessional, ironia e revisão arquetípica. O livro toma como eixo a desconstrução de narrativas morais, reconfigurando os conceitos de culpa, pulsão e autonomia.
O volume estrutura-se em seis eixos elementares: Água – Poço dos desejos (desamparo e afeto), Fogo – Caldeirão da bruxa (erotismo), Ar – Tombo de vassoura (comicidade e desilusão), Terra – Cobras e lagartos (confronto), Metal – Punhal de prata (poemas síntese) e Éter – Redenção alquímica (integração psíquica).
Intersectando psicologia junguiana, misticismo e cotidiano, a escrita da poeta vincula sua formação em nutrição à elaboração poética da fome e do desejo: uma digestão crua, analítica e visceral da própria existência.

