O Ano de 2025 na Editora Donizela: uma celebração das publicações e da equipe
- donizelaedicoes
- 27 de dez. de 2025
- 4 min de leitura
Atualizado: 28 de dez. de 2025

2025 foi um ano de concretização e prática da teoria. A Editora Donizela lançou ao longo do ano vinte e quatro livros, uma produção que abrangeu poesia, contos, romance, coletâneas temáticas e literatura indígena. Cada obra é o resultado de um esforço coletivo meticuloso.
A força desse ano veio da colaboração de uma equipe dedicada. O projeto gráfico e a diagramação foram realizados por Andréia Carvalho Gavita, conferindo forma e identidade visual coesa a todo o catálogo. A precisão dos textos foi garantida pelo trabalho essencial de revisão de Letícia Lopes, Aglaé Gil, Tânia d'Arc, Elciana Goedert, Juliana Lima, Sandra Andréia Ferreira, Marcela Cristina Moreira, Michele de Araújo, Diana Corrêa, Débora Corrêa e Filipe Albuquerque.
As capas ganharam vida pela arte de multiartistas como Ná Silva, Maristela Ono, Karla Cibelle, Adriana Tozzi, Cecil Sprada Walesko, Isabella Bonucci, Juliano Machado, Ricardo Werá, Bruna Bastos Santos, Jussara Salazar, Débora Bacchi, Jaqueline Prestes, Carol Castanho e Joy Bandeira. A organização de coletâneas amplificou dezenas de vozes, um trabalho crucial de Ná Silva, Neysi Oliveira, Débora Bacchi, Joy Bandeira, Evelin Moreira, Laura Pinheiro, Vênus, María Eugenia Hernández Yépez, Letícia Lopes, Claudio Daniel e Tamyris Torres.
O ano iniciou com lançamentos importantes que marcaram o ritmo de produção: a coletânea "Salubria: saúde mental das mulheres" (37 autoras), o conto "A Mulher-Polvo" de Adriana Tozzi, e "Gotas de água", tradução do trabalho científico de Agnes Catlow por Angela Ikeda.
Logo em janeiro, veio a poesia digital de "A noiva do vento & outros poemas" (14 autores), uma antologia que dialoga com as artes visuais, organizada por Claudio Daniel e disponível para leitura gratuita no site da editora.
Fevereiro trouxe o suspense "O mistério dos cadáveres perdidos", de Sophia G. P. Corrêa, e a potência bilíngue de "Uma mulher Kaingang", de Jovina Renhga, um livro de poemas em português e kaingang. É um orgulho destacar que "O mistério dos cadáveres perdidos" foi escrito por Sophia G. P. Corrêa aos 14 anos de idade.
Março foi marcado por três lançamentos: os contos que flertam com a fantasia e a realidade em "Cabelo Rosa", de Letícia Lopes, os poemas de "Oi, tangerina", de Lara Peter — outro livro com autoria adolescente, escrito quando a autora tinha 14 anos — e a poesia de "Calima canta", de Sonia Cardoso.
Em abril, o bestiário poético digital "Mulher-búfalo-borboleta & outros versos" (27 autores) reuniu autores inspirados por pinturas e ilustrações, também organizado por Claudio Daniel e disponível em formato flipbook para acesso gratuito.
Junho foi um mês particularmente produtivo, com quatro lançamentos: a força coletiva de "Pretas com Poesia Volume 2" (40 vozes), o início da trilogia "Os Caminhos" com "Caminho de seda e pedra" de Cintia Ishizaka, que entrelaça psicologia e saberes ancestrais, a edição bilíngue ampliada "Abismos e (in)finitudes" de Maristela Ono, e a poesia investigativa de "Pele plana", de Danielle Rech, que mapeia memórias do corpo.
Julho amplificou narrativas com "Mulheres migrantes" (20 autoras), coletânea de textos e relatos de mulheres venezuelanas, colombianas e brasileiras, e "Somos Valentinas" (45 autoras), organizado por Joy Bandeira, com histórias de mulheres, lobas, deusas e heroínas. Setembro destacou-se com a ousadia da "Antologia Suja" (55 coautoras), que desconstroi a ideia de sujeira atribuída aos corpos das mulheres, a cartografia íntima dos afetos dissidentes em "Amorosidades e pequenas tragédias" de Clara Bordinião, a celebração da força e resiliência feminina em "Maré de Vênus" de Rita Delamari, e o terror psicológico e mistério de "O Evangelho da Noite" de Keyla Fernandes.
Outubro apresentou a mitologia pessoal e poética de "Apoteose", de Maria Vitória Rosa, que transforma sua transição de gênero e genealogia feminina em legado divino, e o projeto culinário comunitário "Receitas comunitárias PANC".
E o trabalho segue. O primeiro livro de 2026 já está pronto: "Abyssalia", com poemas de Oryanna Borges, inaugura o novo ano. Os preparativos para os próximos meses também estão avançados. Destacam-se, entre os próximos lançamentos, o livro de prosa "Voz Alta", da autora Rayra Caroline (Vênus). A antologia "Gênero é água", organizada por Melissa Reinehr, reúne diversas vozes para explorar o gênero como experiência fluida. A biografia "Marina Tunirê: Mulher de Motumbá", de Crica Galdino, conta a trajetória da importante líder religiosa e antirracista de Foz do Iguaçu. E também está em produção um livro sobre Ingrid Bergman, escrito por Aleksandra Ziółkowska-Boehm, com tradução de Matheus Moreira Pena. Estão a caminho ainda as coletâneas "Aurora em transe", organizada por Vanessa Porto Alves, que reflete sobre os direitos humanos, e "Tuíre", antologia sobre ecofeminismo e ecopoesia, organizada por Gisela Maria Bester. A série digital sobre incêndios florestais, de Josamar Gomes, também integra os planos.
Este é o mosaico que construímos juntos em 2025: uma produção literária diversa que materializa a colaboração de centenas de profissionais participando de diversos eventos literários, muitas vezes mais de um por mês. Celebramos cada obra realizada e seguimos com os projetos que já estão em produção para 2026.



























































































































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